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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Era uma vez um Forno de Cal:

Os Fornos de Cal artesanais tiveram um papel bastante importante na economia gandaresa, até meados do século XX. O principal uso do cal era como matéria-prima na construção civil, onde era utilizado no fabrico de adobes e como componente de argamassas. Era imprescindível para a construção das casas gandaresas (ou gandarezas) tradicionais.
Por isso, existiam muitas dezenas de fornos de cal artesanais, espalhados pela Sub-região da Gândara, a laborar em permanência, até serem vítimas do progresso tecnológico em meados do século XX, quando novos materiais de construção modernos, como o cimento, os tijolos cerâmicos em barro e os blocos de betão, substituíram a argamassa e os adobes fabricados com cal e areia.
E assim, muitos fornos de cal foram abandonados ou demolidos.
Hoje apresento algumas fotos curiosas, tiradas em Agosto de 2012, nas ruínas de um antigo forno de cal tradicional, localizado na Freguesia da Sanguinheira, no Concelho de Cantanhede. Apesar de certamente ter sido abandonado há menos de um século, as ruínas pitorescas deste forno de cal aparentam ser bastante mais antigas.

Once upon a time a lime kiln:

The traditional lime kilns had a very important role in the local economy of the Sub-region of Gândara, until the mid-twentieth century. The main use of lime was as raw material, used in the manufacture of adobes, and as mortar component, who were used in the construction of the traditional houses of Gândara, the "Casas Gandaresas" or "Casas Gandarezas".

So, in the past there were dozens of lime kilns working continuously,  scattered throughout the Sub-region of Gândara. But in the mid-twentieth century, they were affected by the technological progress, when modern building materials (such as cement, ceramic hollow bricks and concrete blocks), replaced the lime mortar and the lime and sand adobes.
And so, without lime demand, many lime kilns were abandoned or were demolished.

Today I present a few curious photographs, taken in August 2012, in the ruins of a traditional lime kiln, located in the Civil Parish of Sanguinheira and in the Municipality of Cantanhede. Although this lime kiln has been abandoned less than a century ago, these picturesque ruins appear to be much older.







Localização - Location:

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Casa Humilde (e Minúscula!):

Na aldeia dos Carreiros (na Freguesia da Sanguinheira e Concelho de Cantanhede), existe uma pequena casa abandonada que sempre captou a minha atenção, pelo seu carácter pitoresco e pelas suas dimensões muito reduzidas. Utilizar o adjectivo "pequena" para descrever esta casa talvez seja um eufemismo, pois ela é mesmo minúscula. E apesar do seu reduzido volume, esta casa ainda se encontra dividida em duas divisões internas, um quarto e uma sala/cozinha.
Segundo ouvi dizer, esta casa seria habitada há algumas décadas por uma senhora idosa, de pequena estatura física e condição humilde. Será verdade? Não sei! Se algum leitor conhecer a verdadeira história por detrás desta casa, agradeço antecipadamente que a partilhe connosco nos comentários.
Deixo aqui algumas fotos desta casa, tiradas em Dezembro de 2010 e Janeiro de 2013, durante uma volta de bicicleta e uma caminhada.

Tiny House!

In the village of Carreiros (located in the Civil Parish of Sanguinheira and Municipality of Cantanhede), there is an interesting abandoned house, really small, who always caught my attention. Despite the very small size, the house has two internal divisions, one room and a living room / kitchen.

I dont know the real history of this house. Someone told me that, a few decades ago, the house was inhabited by an humble old lady, poor and of short stature.

Today i present a few pictures of this house, taken in December of 2010 (during a bike ride) and January of 2013 (during a hike).






Localização / Location:

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Arriscando:

Uma tradicional casa gandaresa (ou gandareza), em risco de colapso, e um automobilista que arrisca, indiferente aos múltiplos avisos. Esta curiosa foto foi tirada em Abril de 2014, durante uma volta de bicicleta, na aldeia de Arrancada (penso eu...), próximo da Vila de Febres (ambas localizadas na Freguesia de Febres e Concelho de Cantanhede).

Risking...

One photo of an old tradicional house from this region (one "casa gandaresa"). Old and uninhabited, but also in danger of collapsing at any moment, with warnings written in the old walls. The phrase in portuguese ("não estacionar, perigo!"), means "do not park, danger". So, someone is risking his car...
This picture was taken in April of 2014 during a bike ride, in the village of Arrancada (located in the Civil Parish of Febres and Municipality of Cantanhede).

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Stonehenge à Gandaresa?

Quando vi ao longe as estranhas formas assumidas pelas ruínas de uma antiga casa tradicional gandaresa (feita de adobes e pedra calcária), a primeira ideia que ocorreu na minha mente, durante algumas fracções de segundo, foi associar as suas formas com as de alguns antigos monumentos megalíticos, nomeadamente com o de Stonehenge, um dos mais conhecidos a nível mundial. 
Claro que esta casa é muito mais recente do que as pedras milenares de Stonehenge, devendo ter sido construída algures entre 150 a 300 anos atrás. O facto de as casas gandaresas (ou gandarezas) serem construídas sobretudo com adobes (a que se juntava alguma pedra calcária e madeira); um material pouco durável, mas de fabrico acessível nesta região de solo maioritariamente arenoso ou barrento e quase sem pedra; fez com que estas casas tivessem uma duração temporal e uma habitabilidade limitadas, que dificilmente ultrapassava um século. Normalmente eram construídas pelo seu dono antes do casamento, para aí viver o resto da sua vida juntamente com a sua esposa e filhos não emancipados. Por isso se diz na região que uma casa gandaresa costuma durar o mesmo que uma vida humana.
Deixo aqui algumas fotos tiradas a esta antiga casa gandaresa, durante uma volta de bicicleta ao fim da tarde, em Abril de 2014. O local fotografado situa-se na aldeia da Sanguinheira de Baixo, na Freguesia da Sanguinheira e Concelho de Cantanhede. Por curiosidade, metade das minhas raízes familiares provém das proximidades deste local!

Strange Ruins:

When i first saw the strange shape of this ancient house in ruins, from a distance of more than 100 yards, the first image who appeared in my mind during a split of second, was the image of some prehistoric monuments, like Stonehenge.

These ruins belong to an ancient "Casa Gandaresa", the old traditional houses from this region, built mostly with adobes, but also with wood and limestone in some parts. Of course this house is not so old as Stonehenge, built thousands years ago. It must have been built some 150 to 300 years ago.

With the construction materials available in the region in the past (adobes of average quality, wood and lack of stone), this poor and small houses had a life expectancy of little more than a century.

These houses were usually built by young male adults (18-27 years), before the marriage. So, the couple lived the rest of their lives there. A few years after the deaths of the owners, the houses started to die slowly too...

The pictures were taken in April of 2014, during a bike ride. This place is located in the village of Sanguinheira de Baixo (in the Civil Parish of Sanguinheira and Municipality of Cantanhede).




Localização / Location:

sábado, 19 de outubro de 2013

Ciclismo em Portomar:

Amateur Cycling Race in Portomar:




Pôr-do-sol em Portomar! Dá-se o Sprint Final! O ciclista vestido de azul ganha a corrida...
Sunset in Portomar! The final sprint! The blue jersey cyclist wins the race...
Portomar is a village located in the Civil Parish of Mira and (also) Municipality of Mira, in Portugal.



Estou de volta ao ciclismo, ao blog e espero escrever por aqui com maior regularidade...

Na tarde do dia 26 de Agosto de 2013, aproveitei uma boleia para me deslocar até Portomar (localidade situada na Freguesia e Concelho de Mira), para assistir a uma prova de ciclismo amador aí realizada (com inscrições abertas para todos aqueles que nela quisessem participar). Esta prova popular realiza-se todos os anos, integrada no programa das festas populares e religiosas tradicionais desta localidade (Festas em Honra de Nossa Senhora do Carmo). 

A prova consiste em efectuar 1+20 = 21 voltas a um circuito urbano realizado nas ruas da localidade (a primeira volta é efectuada devagar, para reconhecimento do percurso, finda a qual se dá a partida real da prova), com uma distância aproximada de 2,3 km por volta.

Por tradição popular, a primeira volta ao circuito (para reconhecimento do percurso), é liderada por um senhor de idade, bastante conhecido e acarinhado pela população local, o senhor "Zé Diniz" (ou Dinis?), o qual aparece nas fotografias vestido com um antigo equipamento de futebol do Sporting Clube de Portugal. Mal acaba de realizar a primeira volta, sob fortes aplausos, o popular "Zé Diniz" encosta a sua bicicleta e junta-se em convívio com a população local, participando na festa popular que rodeia esta prova.

Enquanto decorria a prova, aproveitei para dar uma volta a pé pelo percurso, tirando algumas fotografias pelo caminho. Procurei enquadrar nas fotos da corrida algumas das tradicionais casas gandaresas / gandarezas, que ainda vão existindo em Portomar. A título de curiosidade, voltei a encontrar uma poltrona abandonada na via pública.

Este tipo de provas de ciclismo popular, hoje bastante raras, eram muito comuns há meio século atrás, integradas em centenas de festas populares de muitas cidades, vilas e aldeias de Portugal. Foi graças aos bons resultados obtidos neste tipo de provas, que alguns nomes históricos do ciclismo português conseguiram convites para ingressar em equipas de ciclismo nacionais, as quais lhes permitiram participar e brilhar em grandes provas nacionais, como a Volta a Portugal. Nesse passado já distante, muitos eram os jovens ciclistas amadores com sonhos e ambições pessoais que compravam a sua bicicleta e o seu equipamento com bastantes sacrifícios, treinavam sozinhos e chegados à altura da Primavera / Verão, procuravam obter protagonismo e bons resultados neste tipo de provas, esperando obter o merecido convite para ingressar numa das equipas de ciclismo que disputavam as principais provas nacionais.

No presente, o paradigma da formação de ciclistas mudou radicalmente. Os aspirantes a ciclistas de topo ingressam muito jovens em clubes com equipas de formação ou em escolas de ciclismo e vão participando regularmente em provas por escalões etários. Mas continuam a ser muito poucos os privilegiados que conseguem tornar-se ciclistas profissionais.

Entretanto, no tempo que passou entre este evento e o dia em que estou a escrever este texto, o ciclismo nacional conseguiu um feito histórico de enorme importância, uma vez que um português se sagrou Campeão do Mundo de Ciclismo de Estrada, numa prova épica disputada sob fortes chuvadas! Grande Rui Costa!



















































Localização / Location:


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