Mostrar mensagens com a etiqueta Construções Tradicionais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Construções Tradicionais. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Stonehenge à Gandaresa?

Quando vi ao longe as estranhas formas assumidas pelas ruínas de uma antiga casa tradicional gandaresa (feita de adobes e pedra calcária), a primeira ideia que ocorreu na minha mente, durante algumas fracções de segundo, foi associar as suas formas com as de alguns antigos monumentos megalíticos, nomeadamente com o de Stonehenge, um dos mais conhecidos a nível mundial. 
Claro que esta casa é muito mais recente do que as pedras milenares de Stonehenge, devendo ter sido construída algures entre 150 a 300 anos atrás. O facto de as casas gandaresas (ou gandarezas) serem construídas sobretudo com adobes (a que se juntava alguma pedra calcária e madeira); um material pouco durável, mas de fabrico acessível nesta região de solo maioritariamente arenoso ou barrento e quase sem pedra; fez com que estas casas tivessem uma duração temporal e uma habitabilidade limitadas, que dificilmente ultrapassava um século. Normalmente eram construídas pelo seu dono antes do casamento, para aí viver o resto da sua vida juntamente com a sua esposa e filhos não emancipados. Por isso se diz na região que uma casa gandaresa costuma durar o mesmo que uma vida humana.
Deixo aqui algumas fotos tiradas a esta antiga casa gandaresa, durante uma volta de bicicleta ao fim da tarde, em Abril de 2014. O local fotografado situa-se na aldeia da Sanguinheira de Baixo, na Freguesia da Sanguinheira e Concelho de Cantanhede. Por curiosidade, metade das minhas raízes familiares provém das proximidades deste local!

Strange Ruins:

When i first saw the strange shape of this ancient house in ruins, from a distance of more than 100 yards, the first image who appeared in my mind during a split of second, was the image of some prehistoric monuments, like Stonehenge.

These ruins belong to an ancient "Casa Gandaresa", the old traditional houses from this region, built mostly with adobes, but also with wood and limestone in some parts. Of course this house is not so old as Stonehenge, built thousands years ago. It must have been built some 150 to 300 years ago.

With the construction materials available in the region in the past (adobes of average quality, wood and lack of stone), this poor and small houses had a life expectancy of little more than a century.

These houses were usually built by young male adults (18-27 years), before the marriage. So, the couple lived the rest of their lives there. A few years after the deaths of the owners, the houses started to die slowly too...

The pictures were taken in April of 2014, during a bike ride. This place is located in the village of Sanguinheira de Baixo (in the Civil Parish of Sanguinheira and Municipality of Cantanhede).




Localização / Location:

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A Fonte do Corgo (do) Encheiro:

A Fonte do Corgo Encheiro (também conhecida por Fonte do Corgo do Encheiro), será possivelmente uma das mais conhecidas e frequentadas fontes de água potável da Gândara. A fonte situa-se a cerca de 200 metros a Este da pequena aldeia do Corgo (do) Encheiro, num ligeiro vale, rodeada por pinhais, terras agrícolas e uma ribeira, que corre a um nível um pouco inferior.
Está localizada na Freguesia da Sanguinheira (no Concelho de Cantanhede), uma das poucas freguesias da região que ainda conservam várias das suas antigas fontes tradicionais, às quais deverei voltar a dar atenção neste blog.
Deixo aqui algumas fotos tiradas no local em Agosto de 2012, durante uma volta de bicicleta matinal. A actual configuração arquitectónica da fonte (teve várias ao longo do tempo), resulta de obras efectuadas em 1999. 
Embora exista uma rede pública de abastecimento de água bastante abrangente em todos os Concelhos e Freguesias da Região (a qual chegou a quase todos os locais habitados da Gândara entre as décadas de 60 e 80 do século XX), muitos pessoas ainda preferem utilizar água dos fontes para beber ou cozinhar (sobretudo daquelas fontes que conservam uma boa reputação popular). As razões pessoais que ditam essa preferência são inúmeras e não as vou discutir. 
Por isso ainda são muitas as pessoas que se deslocam às fontes, a pé ou nos seus veículos, enchendo de água garrafas, garrafões e outros recipientes, que transportam depois para as suas casas.
As fontes de água existentes nos vários concelhos da região, costumam ser objecto de análises periódicas às suas águas, para verificar se estas têm qualidade apropriada para consumo humano, sendo colocados avisos a interditar o consumo de água se algum problema for detectado.

The fountain of Corgo Encheiro:
The "Fonte do Corgo Encheiro" (also known as "Corgo do Encheiro"), is a public water fountain, built in a natural water spring (of drinking water, suitable for human consumption). The fountain is located some 200-250 yards east from the small village of Corgo do Encheiro, in the Civil Parish of Sanguinheira and Municipality of Cantanhede. The fountain is surrounded by woods, agricultural lands and a small stream.

Although there is a water supply network in the region (who is 30 to 50 years old, in most places), many people still prefer to drink water from a few fountains with good reputation. Usually, people park their cars or other vehicles near the public fountain, and they fill bottles, carboys or plastic jerrycans with water, to take home. Personally, i drink water from both sources.
The water of these public fountains is periodically subjected to laboratory analysis by public authorities, to check the water quality for human consumption.

The photos i publish were taken in August of 2012, during an early morning bike ride.







Localização / Location:

terça-feira, 12 de novembro de 2013

A Fonte das Amieiras:

A Fonte das Amieiras (ou Fonte da Amieira), é uma fonte de água potável, situada perto da povoação de Corgo Côvo, na Freguesia de São Caetano e Concelho de Cantanhede. Perto desta fonte, do outro lado de uma ribeira que aí corre, existe uma pequena área de lazer, de aspecto agradável e acolhedor (acessível por uma ponte de madeira), que inclui um Parque de Merendas e um Parque Infantil. A aproximadamente uma centena de metros a Norte desta fonte, localiza-se o Centro Equestre de São Caetano.
Deixo algumas fotografias tiradas em Outubro de 2013, num dia em que andava a dar uma volta de bicicleta por aqueles lados, para explorar estradas locais que desconhecia.

The "Fonte das Amieiras" (also known as "Fonte da Amieira"), is a fountain built in a water spring (of drinking water), located near the small village of Corgo Côvo (in the area of the Civil Parish of São Caetano and Municipality of Cantanhede). Near the fountain, in the middle of the surrounding woods, in the other side of a water stream, there is a small picnic area (with a playground).

A few pictures of this place, taken in October of 2013, during a bicycle ride:



( Santo António de Lisboa  (ou de Pádua). / Saint Anthony of Lisbon a.k.a. Saint Anthony of Padua.)





Localização / Location:

sábado, 19 de outubro de 2013

Ciclismo em Portomar:

Amateur Cycling Race in Portomar:




Pôr-do-sol em Portomar! Dá-se o Sprint Final! O ciclista vestido de azul ganha a corrida...
Sunset in Portomar! The final sprint! The blue jersey cyclist wins the race...
Portomar is a village located in the Civil Parish of Mira and (also) Municipality of Mira, in Portugal.



Estou de volta ao ciclismo, ao blog e espero escrever por aqui com maior regularidade...

Na tarde do dia 26 de Agosto de 2013, aproveitei uma boleia para me deslocar até Portomar (localidade situada na Freguesia e Concelho de Mira), para assistir a uma prova de ciclismo amador aí realizada (com inscrições abertas para todos aqueles que nela quisessem participar). Esta prova popular realiza-se todos os anos, integrada no programa das festas populares e religiosas tradicionais desta localidade (Festas em Honra de Nossa Senhora do Carmo). 

A prova consiste em efectuar 1+20 = 21 voltas a um circuito urbano realizado nas ruas da localidade (a primeira volta é efectuada devagar, para reconhecimento do percurso, finda a qual se dá a partida real da prova), com uma distância aproximada de 2,3 km por volta.

Por tradição popular, a primeira volta ao circuito (para reconhecimento do percurso), é liderada por um senhor de idade, bastante conhecido e acarinhado pela população local, o senhor "Zé Diniz" (ou Dinis?), o qual aparece nas fotografias vestido com um antigo equipamento de futebol do Sporting Clube de Portugal. Mal acaba de realizar a primeira volta, sob fortes aplausos, o popular "Zé Diniz" encosta a sua bicicleta e junta-se em convívio com a população local, participando na festa popular que rodeia esta prova.

Enquanto decorria a prova, aproveitei para dar uma volta a pé pelo percurso, tirando algumas fotografias pelo caminho. Procurei enquadrar nas fotos da corrida algumas das tradicionais casas gandaresas / gandarezas, que ainda vão existindo em Portomar. A título de curiosidade, voltei a encontrar uma poltrona abandonada na via pública.

Este tipo de provas de ciclismo popular, hoje bastante raras, eram muito comuns há meio século atrás, integradas em centenas de festas populares de muitas cidades, vilas e aldeias de Portugal. Foi graças aos bons resultados obtidos neste tipo de provas, que alguns nomes históricos do ciclismo português conseguiram convites para ingressar em equipas de ciclismo nacionais, as quais lhes permitiram participar e brilhar em grandes provas nacionais, como a Volta a Portugal. Nesse passado já distante, muitos eram os jovens ciclistas amadores com sonhos e ambições pessoais que compravam a sua bicicleta e o seu equipamento com bastantes sacrifícios, treinavam sozinhos e chegados à altura da Primavera / Verão, procuravam obter protagonismo e bons resultados neste tipo de provas, esperando obter o merecido convite para ingressar numa das equipas de ciclismo que disputavam as principais provas nacionais.

No presente, o paradigma da formação de ciclistas mudou radicalmente. Os aspirantes a ciclistas de topo ingressam muito jovens em clubes com equipas de formação ou em escolas de ciclismo e vão participando regularmente em provas por escalões etários. Mas continuam a ser muito poucos os privilegiados que conseguem tornar-se ciclistas profissionais.

Entretanto, no tempo que passou entre este evento e o dia em que estou a escrever este texto, o ciclismo nacional conseguiu um feito histórico de enorme importância, uma vez que um português se sagrou Campeão do Mundo de Ciclismo de Estrada, numa prova épica disputada sob fortes chuvadas! Grande Rui Costa!



















































Localização / Location:


View Larger Map