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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Uma Esfinge? Ler também o meu post anterior!

A Sphinx? A natural Sphinx? A Sphinx of trees? See my earlier post to know more about it!

Lagoa dos Teixoeiros e Andorinhas-dos-Beirais!

Algumas fotos tiradas na Lagoa dos Teixoeiros, também conhecida por Lagoa da Mata (situada na Freguesia da Tocha e Concelho de Cantanhede), em Agosto de 2009.
"Lagoa dos Teixoeiros" and House Martins (Delichon urbicum)!
Photos taken in August of 2009 in the "Lagoa dos Teixoeiros" (aka "Lagoa da Mata"), a small fresh water lake located in the Civil Parish of Tocha (Municipality of Cantanhede).
Localização / Location:

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A curiosa viagem do "Último Palheiro" da Praia da Tocha!

Apresento aqui algumas fotografias que tirei àquele que penso ser o "último dos Palheiros originais" da Praia da Tocha. Como referi no meu post anterior, ainda restam alguns Palheiros na Praia da Tocha. Contudo, quase todos são, ou réplicas modernas, ou construções de características "híbridas", de transição entre os velhos Palheiros e as habitações modernas.
Curiosamente, este velho Palheiro não se localiza na Praia da Tocha. Repousa num campo agrícola, a Oeste da Caniceira (localidade da Freguesia da Tocha), uns 7-8 quilómetros longe do mar e a uns 9-10 quilómetros de distância do seu lugar de construção original, o antigo "Bairro dos Caniceiros" da Praia da Tocha.
Há uns anos atrás, os últimos Palheiros desse "bairro" foram demolidos, para ampliar e efectuar um arranjo urbanístico no Largo da Fonte, na Praia da Tocha.
Este terá sido possivelmente o único sobrevivente, uma vez que o seu proprietário terá arcado com o trabalho e as despesas de o transportar de lá, para o preservar. Agradeço ao "Manel", autor do "Blog do Manel", as informações que me facultou há uns anos sobre este Palheiro!
Nas fotos é visível a acção destrutiva do tempo e dos elementos sobre a madeira de que é feito, o que fará com que possivelmente este Palheiro não dure muitos mais anos.

The curious trip of the "last Palheiro" of Tocha Beach!

Here are some photos that I took, to what I think that is the "last of the original Palheiros" of Tocha Beach. As I mentioned in my previous post, there are still some "Palheiros" in Tocha Beach. However, almost all are, or modern replicas, or hybrid houses, with features of the transition between the old "Palheiros", and the modern houses.
Interestingly, this old "Palheiro" is not located in Tocha Beach. It lies in a agricultural field, west of Caniceira (village located in the civil parish of Tocha), some 7-8 kilometers away from the sea, and some 9 -10 kilometers away from his place of original construction, the old "Bairro dos Caniceiros", an ancient neighborhood in Tocha Beach.

A few years ago, the last "Palheiros" of this neighborhood were demolished, to expand and make an urban arrangement of the "Largo da Fonte" (means Square of the Fountain), in Tocha Beach.
This has been perhaps the only "survivor Palheiro", since his owner assumed the costs and the labor of the transportation, to preserve the "Palheiro". I want to thanks to "Manel", author of the "Blog of Manel", the informations he has given to me a few years ago, about this "Palheiro"!

In the photos,  we can see the damage caused by the time and by the elements of the weather, in the timber that the "Palheiro" is made. It  is possible that this "Palheiro" will not last many more years.

Janeiro de 2008 / January of 2008:
Dezembro de 2009 / December of 2009:
Fevereiro de 2011 / February of 2011:
Dezembro de 2011 / December of 2011:

Localização Actual / Current Location:

Antiga Localização /  First Location:

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Os antigos Palheiros da Praia da Tocha!

Pensa-se que a Praia da Tocha (localidade também conhecida por Palheiros da Tocha), terá sido fundada há aproximadamente 250 anos atrás (embora não exista documentação que o fundamente), por pescadores emigrados de localidades costeiras do Litoral Centro-Norte de Portugal, em busca de novos locais para exercer a sua actividade. A eles se terão juntado mais tarde alguns habitantes das localidades mais próximas.

Estes primeiros habitantes estavam sujeitos a vários condicionalismos extremos, que incluíam a sua modesta condição económica, o isolamento e difícil acesso do local (sem estradas, com o acesso a ser feito por caminhos de areia solta), a falta de materiais de construção na Gândara (para além do adobe, do barro e da madeira de pinho) e sua dificuldade de transporte até ao local. Existia ainda a flutuação sazonal do nível do solo arenoso das dunas costeiras, causada pelos ventos fortes, que ora depositavam, ora retiravam areia (fenómeno natural que quase desapareceu na actualidade). Estes condicionalismos conduziram ao aparecimento do "Palheiro da Praia da Tocha", habitação típica desta localidade, assim chamado por originalmente os seus telhados serem cobertos por palha, antes de serem substituídos por telhas de barro. Outros condicionalismos similares moldaram as formas de outras variantes do "Palheiro", construídas em outras localidades do Litoral-Centro Português. Mas o "Palheiro da Praia da Tocha" ganhou distinção em relação aos outros tipos locais de "Palheiros", essencialmente por dois motivos: as suas dimensões mais modestas, e o facto de terem permanecido até mais tarde na Praia da Tocha, muitos anos depois do seu completo desaparecimento em outras localidades costeiras! 

Os "Palheiros" eram pequenas construções feitas de tábuas de madeira de pinho (material abundante na região, barato e mais fácil de transportar (convém alertar que a floresta costeira da Gândara só foi semeada nas duas décadas de 1920-1940, sendo que antes esta zona era formada por dunas arenosas, com poucas árvores e alguma vegetação rasteira)), com não mais do que 1 a 3 divisões internas. Eram erguidos sobre profundas estacas (entre 1 metro a 1,5m acima do nível do solo), evitando-se assim que ficassem "semi-enterrados" ou com a sua base "descalça", dependendo do vento acumular ou retirar areia.

Até meados do século XX, os Palheiros constituíram a quase totalidade dos edifícios do povoado. Contudo, a partir desta altura dá-se uma alteração radical nos condicionalismos anteriormente citados. O nível de vida e o poder económico das populações começam a aumentar, o que as leva a ansiar por melhores condições de conforto e habitabilidade. O isolamento e o difícil acesso são quebrados pela construção de uma estrada alcatroada. Novos materiais de construção, de produção industrial, ganham preponderância, como o cimento e o tijolo.

A pouco e pouco, durante a segunda metade do século XX, os Palheiros começam a desaparecer lentamente e progressivamente da Praia da Tocha, sendo substituídos por habitações modernas. Hoje restam poucos Palheiros. E quase todos são, ou réplicas modernas, ou construções de características "híbridas", de transição entre os velhos Palheiros e as habitações modernas.

Como não possuo fotografias próprias dos antigos Palheiros, coloco aqui algumas fotos que tirei dos painéis de azulejos existentes na Capela da Praia da Tocha, os quais foram baseados em fotos antigas. Estes painéis de azulejos foram pintados pelo Sr. Jorge Guerra, artista especializado neste tipo de trabalhos. Eu tirei estas fotos em Julho de 2007.

Aconselho a leitura do post "Os actuais Palheiros e Casas Tradicionais da Praia da Tocha" (clicar), onde poderá encontrar bastantes fotografias dos Palheiros da actualidade.

The  “Palheiros” of Tocha Beach!

It is thought that the Tocha Beach (aka Palheiros da Tocha), have been founded some 250 years ago, by fishermen who emigrate from some coastal villages of the Central-North Coast of Portugal, in search of new places to pursue their activities. Later, some residents of the nearest villages came too.

Those first inhabitants were subject to various extreme constraints, which included their modest economic status, the isolation and the difficult access to this place (without roads, with the access done by way of loose sand paths), the lack of building materials in Gândara (apart from adobes, clay and pine wood), and its difficulty in transportation to the site. There was also a seasonal fluctuation in the level of the sandy soil of the coastal dunes, caused by strong winds, which sometimes accumulated more sand, other times took sand away (natural phenomenon that has almost disappeared nowadays). These constraints led to the emergence of the "Palheiro of Tocha Beach", wooden hut typical of this coastal village, originally so called because their roofs were covered with straw, before being later replaced by clay tiles. Other similar constraints were in the origin of other variants of the "Palheiro", built in other coastal places of the Portuguese Center Region. But the "Palheiro" won distinction from "Palheiros" of other places, for two main reasons: its modest dimensions (these were smaller), and the fact that they remained until very late in the Tocha Beach, many years after its complete disappearance in other coastal villages!

The "Palheiros" were small buildings, made ​​of planks of pine wood (there were plenty of pine wood in other places of the region,  who was cheaper and easier to transport (i must say that the forest around Tocha Beach was only planted in the two decades of 1920-1940. Before, this area it was composed by sandy dunes, with few trees and some ground vegetation)), with no more than 1 to 3 internal divisions. They were built, raised on deep piles (from 1 meter to 1.5 meters above ground level), thus avoiding that they would be half buried, or had its base exposed, depending if the wind was putting or removing sand.

Until the mid-twentieth century, the Palheiros were almost all the buildings of the village. However, by this time, the constraints mentioned above changed profoundly. The standard of living and the economic status of the population began to improve, which leads them to yearn for better comfort and livability. The isolation and the difficult access, were broken with the construction of a paved road. New building materials, of industrial production, became standards, such as the cement and bricks.

During the second half of the twentieth century, the Palheiros begin to disappear from Tocha Beach, slowly and progressively, being replaced by modern housing. Today there are few Palheiros. And almost every are, or modern replicas, or "hybrid" constructions,  in transition between the original Palheiros and the modern houses.

As I do not have photographs of the old Palheiros, i put here some photos I took from some tile panels, located in the outside walls of the Chapel of Tocha Beach. These tile panels were based on old photos. They were painted by Mr. Jorge Guerra, who is an artist specialized in this type of works. I took these photos in July of 2007.

Please also read the sequel of this post, "The Palheiros and traditional houses of Tocha Beach" (click), with plenty of photos and more informations.






 Localização da Capela / Location of the Chapel:

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Mais uma árvore que permanece...

Deixo hoje aqui duas fotografias, tiradas em Maio de 2010, algures no pequeno lugar do Cadaval (situado na Freguesia da Tocha e Concelho de Cantanhede). O objecto fotografado é uma simples e ínfima árvore! Mas porquê uma árvore? Que tem ela de significativo ou especial?

Esta árvore tem a particularidade de estar viva e existir. Isto porque durante a construção do muro exterior ao quintal da casa visível em segundo plano, alguém preferiu deixar um intervalo no muro para permitir a permanência da árvore, ao invés de cortá-la. E assim, mais uma árvore permanece viva neste mundo!

One more tree remains alive...

Today i present two photographs taken in May of 2010, of one tree, somewhere in the hamlet (tiny village) of Cadaval (located in the civil parish of Tocha and Municipality of Cantanhede).
The special feature of this tree, is that it still remains alive and in existence! During the construction of the outside walls of the backyard of this house (in the background), someone decided to let a gap on the wall, to keep the tree there! So, one more tree remains alive in this world.

sábado, 24 de abril de 2010

Paramotor no largo da Tocha

Alguns praticantes de paramotor (parapente com motor), a sobrevoar o largo da Tocha ao anoitecer, num Domingo de Abril de 2010:
Some sportsmen flying in paramotor (using a powered paraglider, in a sport known as paramotoring), in a Sunday of April 2010, at twilight, over the central square of Tocha:

Localização / Location:

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Nascer do Sol e Pôr-do-Sol na Freguesia da Tocha!

Peço desculpa aos leitores do blog por este longo período de ausência. Prometo retomar a colocação de novos posts de forma mais assídua.

Sunrise and sunset in the civil parish of Tocha.

> Nascer do sol na Tocha, em Fevereiro de 2010. Quem conhecer a zona, poderá reconhecer os contornos do depósito de água, em plano de fundo.
> Sunrise in Tocha, in February of 2010. The local water tower is recognizable in the photo.

> Pôr-do-Sol na Lagoa dos Armadouros, em Outubro de 2008. Esta lagoa foi quase totalmente aterrada no passado, para obter terras agrícolas; restando actualmente apenas um pequeno charco, com a vegetação lagunar característica.
> Sunset in Lagoa dos Armadouros, in October of 2008. This was an ancient fresh water lagoon, who almost desapeared, during the last decades; because of a land reclamation process made by farmers to get agricultural lands. Today, only a small pond remains in the zone of the ancient lagoon.

> Pôr-do-Sol fotografado num canto da freguesia da Tocha conhecido como "O Farol" (próximo dos Pereirões), em Março de 2010.
> Sunset photographed in March of 2010. Curiously, this picture has taken in a border place of the civil parish of Tocha, known as "O Farol" (The Lighthouse), albeit it is located some 10 km (6,2 miles) away from the sea.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Cogumelos nas Florestas e Pinhais da Gândara!

Em meados do mês de Dezembro de 2009, fui dar mais uma caminhada para apanhar míscaros (nome pelo qual é conhecido na região o cogumelo da espécie "Tricholoma Flavovirens"), nas vastas florestas de pinheiros a Oeste da Tocha. A diferença é que desta vez levei a minha máquina fotográfica e aproveitei para tirar umas fotografias a alguns dos muitos cogumelos que fui observando pelo caminho. E aí estão eles, cogumelos de diferentes espécies, formas, cores e tamanhos. Com excepção das duas primeiras fotografias, que foram tiradas uns dias antes perto da Lagoa dos Armadouros (ou Lagoa dos Armadoiros); todas as restantes foram tiradas algures entre a Zona Industrial e Complexo Desportivo da Tocha, a localidade das Berlengas, a Lagoa dos Teixoeiros (ou Lagoa da Mata) e a Lagoa da Salgueira.

Aviso aos leitores (leiam por favor)! A grande maioria das espécies de cogumelos que aparecem nas fotografias não são comestíveis. Algumas delas podem mesmo ser extremamente venenosas. Comer estes cogumelos pode resultar em morte ou num prolongado internamento hospitalar. Existem também relatos de que algumas espécies comestíveis de cogumelos, podem ser perigosas para a saúde, se consumidas em grandes quantidades num intervalo de poucos dias. Para piorar a situação, algumas espécies comestíveis e algumas espécies venenosas, são muito semelhantes externamente entre elas. Por favor não consuma cogumelos de espécies que desconhece ou que foram apanhados por quem não os conhece.

Mushrooms from the forests of Gândara:

During a day of December of 2009, i went to the forest to gather some mushrooms, of an edible specie who grows there ("Tricholoma Flavovirens"). But this time i took my camera with me and i took some photos of the various species of mushrooms that i saw, during the several kilometers that i walked there. Now i present some of the photos, of mushrooms from different species, with many colours, shapes and sizes. They appear every Autumn in the forests of Gândara (composed mainly of pine trees (mostly "Pinus Pinaster")), usualy after the first rains who appear after some months of dry hot weather.

But i have to give a warning! Most of the species who appear in the photos, are not edible and some can be extremely poisonous. Eating them can result in death or in a long stay at hospital. To worse the situation, some edible species and some poisonous species, are very similar to each other. There are also reports that some edible species can be dangerous to the health, if eaten in large quantities within a few days. If you don't know them, please don't eat them.


































Área onde as fotografias foram tiradas: / Area were the photographs were taken: