sábado, 28 de junho de 2014

A Lagoa da Serredade:

A Lagoa da Serredade é uma das pequenas lagoas que ainda existem na Freguesia de Febres (no Concelho de Cantanhede), sobrevivente de um passado longínquo em que lagoas e pântanos dominavam a paisagem desta zona. Mas com o decorrer dos séculos, foram desaparecendo por via do lento assoreamento natural e dos aterros efectuados pelo Homem, para obter terrenos agrícolas e florestais, bem como por razões de saúde pública, pois estas superfícies de água eram grandes viveiros de mosquitos, temidos distribuidores de doenças através das suas picadas. Aliás, o facto de, há centenas de anos atrás, esta ter sido uma zona particularmente propensa a doenças, que tornavam a vida bastante difícil aos seus habitantes, terá estado na origem do nome do principal local da Freguesia, a Vila de Febres.
A pequena lagoa, com menos de meio hectare de área, localiza-se a cerca de um quilómetro a Este do centro da Vila de Febres e a uns 150 metros a sul da aldeia da Serredade, que lhe dá o nome. Esta lagoa, pouco conhecida, encontra-se escondida no meio de vinhedos e plantações de árvores, sendo apenas acessível a pé, a partir de um dos estradões nas proximidades.
As fotos que apresento foram tiradas em Abril de 2014, durante uma volta de bicicleta.

The "Lagoa da Serredade":

The "Lagoa da Serredade" is a small fresh water pond (there are a few others nearby, who are bigger), located nearly one kilometer to East from the center of the Town of Febres (in the Civil Parish of Febres and Municipality of Cantanhede), and some 150 yards South from the small village with the same name, Serredade. The pond is surrounded and hidden by vineyards and woods.
These pictures were taken in April of 2014, during a mountain bike ride.










Localização / Location:

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Era uma vez uma linha ferroviária:

Apresento algumas fotos tiradas num troço do Ramal da Figueira da Foz (ou Ramal da Pampilhosa), uma linha ferroviária que passava no Sudeste da Região da Gândara. Passava no passado, mas já não passa, uma vez que foi encerrada em 2009, numa decisão que permanece envolta em controvérsia.
As fotos foram tiradas em Maio de 2014, a Oeste de Arazede, Vila e Sede de Freguesia, situada no Concelho de Montemor-o-Velho.

Once upon a time a railroad:

A few pictures taken in May of 2014, of a few sections from the "Ramal da Figueira da Foz" (also known as "Ramal da Pampilhosa"), a railroad who was closed in 2009. This railroad crosses the south-east of the Region of Gândara.

The photos were taken near the Town of Arazede, in the Civil Parish of Arazede and Municipality of Montemor-o-Velho.

Mapa do percurso do Ramal da Figueira, retirado da Wikipédia: (clicar)
Map of the closed railroad, taken from Wikipedia (link above in portuguese, no english version available):





Localização / Location:

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Áreas de possível exploração de caulino:

(Actualizado em 26/06/2014:)

Num post anterior, expliquei as razões porque não concordava com a exploração em larga escala de caulino na Gândara. Agora deixo aqui um novo post que é sobretudo informativo.
Andei a pesquisar no site da Direcção-Geral de Energia e Geologia as áreas da Gândara onde foi requerida a prospecção e pesquisa de depósitos minerais de caulino e quartzo. Nos concelhos de Cantanhede, Mira e Figueira da Foz, a pesquisa apresentou-me 5 áreas, todas de grande dimensão. Converti os ficheiros PDF em imagens JPG de grande resolução, para que possam ter uma ideia das áreas pretendidas. Visualizem as imagens numa janela à parte, para que as possam analisar em pormenor.
O facto de uma das áreas pretendidas ser nas glebas florestais entre Berlengas e Cochadas, na Freguesia da Tocha, deixou-me particularmente surpreendido. Não deverá existir muito caulino naqueles solos maioritariamente arenosos, mas possivelmente existirá quartzo em abundância nas areias.

As áreas que tenho visto em discussão nas notícias, sites e redes sociais, são as que aparecem nos mapas da 2ª, 3ª e 5ª imagens. Relativamente às áreas representadas na 4ª e 6ª imagens, não sei como está a decorrer o processo.

Actualização em  26/06/2014:

Reparei hoje, por um post numa rede social, https://www.facebook.com/pages/Movimento_-Anti-Caulino-_ferreiraanova/652173718173003?ref=stream, que houve uma outra empresa que pediu a prospecção e pesquisa de caulino em três zonas da Gândara:
> Numa zona compreendida entre Caniceira, Gesteira e Cochadas.
> Zona entre os Olhos da Fervença e a Estrada Cantanhede-Mira. Muito preocupante, por ser demasiado próximo dos Olhos da Fervença!
> Área a sul de Moinhos da Gândara.

Desconheço como se encontram os processos. Mas relembro ao leitor que, somando todas as 8 áreas pedidas, se tratam de áreas que englobam várias dezenas de quilómetros quadrados!


Fonte das imagens: http://www.dgeg.pt/







26/06/2014:



quarta-feira, 21 de maio de 2014

Arriscando:

Uma tradicional casa gandaresa (ou gandareza), em risco de colapso, e um automobilista que arrisca, indiferente aos múltiplos avisos. Esta curiosa foto foi tirada em Abril de 2014, durante uma volta de bicicleta, na aldeia de Arrancada (penso eu...), próximo da Vila de Febres (ambas localizadas na Freguesia de Febres e Concelho de Cantanhede).

Risking...

One photo of an old tradicional house from this region (one "casa gandaresa"). Old and uninhabited, but also in danger of collapsing at any moment, with warnings written in the old walls. The phrase in portuguese ("não estacionar, perigo!"), means "do not park, danger". So, someone is risking his car...
This picture was taken in April of 2014 during a bike ride, in the village of Arrancada (located in the Civil Parish of Febres and Municipality of Cantanhede).

terça-feira, 20 de maio de 2014

No areal da Praia da Tocha:

Mais algumas fotos do areal da Praia da Tocha (também conhecida por Palheiros da Tocha), tiradas em Maio de 2011 e Março de 2010.
In the sands of Tocha Beach:
A few more photos of Tocha Beach (coastal village also known as Palheiros da Tocha). These photos were taken in May of 2011 and March of 2010.






sábado, 26 de abril de 2014

Praia da Tocha, Verão e Inverno:

Apresento duas imagens compostas da Praia da Tocha (localidade também conhecida por Palheiros da Tocha, situada na Freguesia da Tocha e Concelho de Cantanhede), feitas a partir de 4 fotos tiradas em Agosto e Dezembro de 2009, em dias normais da semana.
A Praia da Tocha é um lugar de contrastes, apresentando-se quase deserta no Inverno (excepto aos fins de semana), mas bastante frequentada no Verão, podendo concentrar grandes multidões durante os Sábados e Domingos dos meses de Julho e Agosto.
Contudo, nos anos 80 e 90, esse contraste era bem mais vincado do que na actualidade. Nessa época, maiores multidões de turistas procuravam a praia no Verão. Em finais da década de 90, algumas pessoas passaram a preferir locais de férias considerados mais nobres, fora de Portugal ou no Algarve. Nos anos mais recentes, a crise económica também por aqui se manifestou. A praia ainda é bastante procurada e frequentada no Verão, mas os tempos dos fins de semana com o areal sobrelotado e dos grandes engarrafamentos automobilísticos, já pertencem ao passado.
Outro factor que acentuava o maior contraste Verão-Inverno visível nos anos 80 e 90, decorria de nessa época apenas residirem umas 20 pessoas na localidade durante todo o ano, enquanto agora a Praia da Tocha alberga cerca de 200 residentes permanentes. População essa que se multiplica bastante no Verão, quando por aqui passam muitos turistas e residentes temporários, pernoitando em casas e quartos arrendados, casas de férias, no parque de campismo e em autocaravanas.
Tocha Beach, Summer and Winter:
Today i present two composite images, made with four photos taken in Tocha Beach, in August of 2009 (above) and December of 2009 (below).
Tocha Beach, also known as Palheiros da Tocha, is a coastal village located in the area of the Civil Parish of Tocha and Municipality of Cantanhede. The beach village is surrounded by miles of forests and desert beaches.
This beach, like many others, is a place of contrasts, being calm and almost desert in the Winter (with the exception of the weekends), and with lots of people in the Summer (with the biggest crowds also in the weekends of July and August).



Localização / Location:

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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Stonehenge à Gandaresa?

Quando vi ao longe as estranhas formas assumidas pelas ruínas de uma antiga casa tradicional gandaresa (feita de adobes e pedra calcária), a primeira ideia que ocorreu na minha mente, durante algumas fracções de segundo, foi associar as suas formas com as de alguns antigos monumentos megalíticos, nomeadamente com o de Stonehenge, um dos mais conhecidos a nível mundial. 
Claro que esta casa é muito mais recente do que as pedras milenares de Stonehenge, devendo ter sido construída algures entre 150 a 300 anos atrás. O facto de as casas gandaresas (ou gandarezas) serem construídas sobretudo com adobes (a que se juntava alguma pedra calcária e madeira); um material pouco durável, mas de fabrico acessível nesta região de solo maioritariamente arenoso ou barrento e quase sem pedra; fez com que estas casas tivessem uma duração temporal e uma habitabilidade limitadas, que dificilmente ultrapassava um século. Normalmente eram construídas pelo seu dono antes do casamento, para aí viver o resto da sua vida juntamente com a sua esposa e filhos não emancipados. Por isso se diz na região que uma casa gandaresa costuma durar o mesmo que uma vida humana.
Deixo aqui algumas fotos tiradas a esta antiga casa gandaresa, durante uma volta de bicicleta ao fim da tarde, em Abril de 2014. O local fotografado situa-se na aldeia da Sanguinheira de Baixo, na Freguesia da Sanguinheira e Concelho de Cantanhede. Por curiosidade, metade das minhas raízes familiares provém das proximidades deste local!

Strange Ruins:

When i first saw the strange shape of this ancient house in ruins, from a distance of more than 100 yards, the first image who appeared in my mind during a split of second, was the image of some prehistoric monuments, like Stonehenge.

These ruins belong to an ancient "Casa Gandaresa", the old traditional houses from this region, built mostly with adobes, but also with wood and limestone in some parts. Of course this house is not so old as Stonehenge, built thousands years ago. It must have been built some 150 to 300 years ago.

With the construction materials available in the region in the past (adobes of average quality, wood and lack of stone), this poor and small houses had a life expectancy of little more than a century.

These houses were usually built by young male adults (18-27 years), before the marriage. So, the couple lived the rest of their lives there. A few years after the deaths of the owners, the houses started to die slowly too...

The pictures were taken in April of 2014, during a bike ride. This place is located in the village of Sanguinheira de Baixo (in the Civil Parish of Sanguinheira and Municipality of Cantanhede).




Localização / Location: